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sábado, 2 de julho de 2011

Itamar Franco morre aos 81 anos - enterro será em Juiz de Fora -



Segundo a assessoria de imprensa, Itamar será velado nas cidades mineiras de Juiz de Fora e Belo Horizonte. Os detalhes do velório e do enterro ainda estão sendo definidos pela família e por amigos. O corpo de Itamar será transportado ainda neste sábado (2) de São Paulo para Juiz de Fora. 

Itamar Augusto Cautiero Franco nasceu em 28 de junho de 1930 a bordo de um navio de cabotagem, no mar entre o Rio de Janeiro e Salvador. A mãe, dona Itália Cautier, havia ficado viúva de Augusto César Stiebler Franco pouco antes do nascimento do filho e o registrou na capital baiana, onde morava um tio.

Mas Itamar cresceu e tomou gosto pela política em Juiz de Fora (MG), origem de sua família. Estudou no Granbery, o mais tradicional colégio da cidade da Zona da Mata mineira. Na rigorosa instituição, vinculada à Igreja Metodista, tornou-se destaque do time de basquete. Concluiu o curso Engenharia Civil também em Juiz de Fora, em 1955.

De Juiz de Fora para Brasília

Naquele mesmo ano de 1955, estreou na política se filiando ao Partido Trabalhista Brasileiro (PTB). Em vão, tentou eleger-se vereador em 1958 e vice-prefeito em 1962. Alcançou o primeiro cargo público — a Prefeitura de Juiz de Fora — cinco anos depois, já filiado ao antigo MDB (Movimento Democrático Brasileiro), após o golpe militar de 1964 e o estabelecimento do bipartidarismo. Pelo MDB, foi eleito prefeito de Juiz de Fora em duas gestões (1967-1971 e 1973-1974).

Também representando a legenda, Itamar chegou a Brasília para seu primeiro mandato como senador em 1974. Já no PMDB, após o restabelecimento do pluripartidarismo, reelegeu-se ao Senado em 1982, na chapa que levou Tancredo Neves ao governo de Minas. 

Quatro anos depois, Itamar migrou para o PL, após divergências com o diretório mineiro do PMDB. Ele chegou a concorrer ao governo mineiro em 1986, mas perdeu a disputa justamente para o peemedebista Newton Cardoso, que havia lhe fechado as portas no antigo partido. Itamar voltou ao Senado e participou dos trabalhos da Assembleia Constituinte. 

Em 1989, antes de encerrar o mandato, aceitou o convite do então jovem governador de Alagoas, Fernando Collor de Mello, para compor como vice a chapa vitoriosa nas primeiras eleições diretas para presidente depois da ditadura militar (1964-1985). Itamar deixou então o PL para ingressar no obscuro Partido da Reconstrução Nacional (PRN). Collor recebeu 20 milhões de votos no primeiro turno e 35 milhões no segundo, vencendo o petista Luiz Inácio Lula da Silva.

Plano Real

As rusgas entre Collor e Itamar começaram ainda na campanha. Tanto que o presidenciável teria solicitado uma consulta ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para saber se poderia trocar seu candidato a vice. 

Em 2 de outubro de 1992, depois da renúncia de Collor e do processo que levou ao seu impeachment, em meio denúncias de corrupção, Itamar assumiu a Presidência da República O mineiro nascido na Bahia permaneceu no cargo por dois anos, três meses e 29 dias, entre 1992 e 1994.

Seu gestão foi marcada por uma coalizão de partidos com o objetivo de garantir a governabilidade e a estabilidade democrática após o processo de impeachment que mobilizou a sociedade. Havia também crescentes problemas econômicos, como a escalada da hiperinflação. 

É da autoria de seu governo o Plano de Estabilização Econômica, que ficou conhecido como Plano Real. Itamar não tinha nenhuma identificação com os economistas e tecnocratas de perfil mais ortodoxo que conceberam e executaram o projeto. Na verdade, no início do seu governo, com a inflação rodando a cerca de 1500% em termos anualizados, o presidente não dava sinais claros do que pretendia em termos de política econômica. 

Essa falta de rumo fica clara no fato de que quatro ministros da Fazenda se sucederam num período de menos de oito meses: Gustavo Krause, Paulo Haddad, Eliseu Resende e Fernando Henrique Cardoso. Com carta branca de Itamar, o tucano FHC — que já era ministro das Relações Exteriores — foi transferido para a Fazenda em 1993, aliando-se a um grupo de economistas formado por André Lara Resende, Pérsio Arida, Edmar Bacha, Pedro Malan, Gustavo Franco, entre outros.

Esse grupo formulou um ajuste fiscal prévio antes de partir para a estabilização. O governo adotou uma moeda indexada à inflação, a URV, que em seguida foi convertida na nova moeda. O real começou a circular em 1º de julho de 1994. Ao garantir, a elevado custo, o controle da inflação, o real foi decisivo para levar FHC à Presidência nas eleições 1994. 

Ainda durante a gestão de Itamar, foi aprovado o IPMF (Imposto Provisório sobre Movimentação Financeira) que, em 1996, passou a se chamar CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira). Em 1993, o governo realizou um plebiscito previsto na Constituição de 1988 para escolher a forma e o sistema de governo brasileiros. O resultado confirmou o regime republicano e o sistema presidencialista.

Itamar também decidiu ressuscitar, em janeiro de 1993, o antigo fusquinha. De acordo com interlocutores na época, com esse pedido feito ao presidente da Volks, ele desejava não só agradar Lislie Lucena, uma antiga namorada, proprietária de uma unidade ano 1981 e apaixonada pelo modelo, como encontrar um carro popular que pudesse ser mais barato e mais acessível à população.

O universo feminino é um capítulo à parte na trajetória pública de Itamar. Suas ao lado de Lilian Ramos, num camarote do carnaval do Rio em 1994, correram o mundo. A modelo, que havia desfilado com os seios à mostra, mandando beijinhos para o presidente, postou-se ao lado de Itamar vestindo uma microssaia, sem calcinha. E foi fotografada assim. 

Últimos cargos

Desde que passou a faixa de presidente a FHC, em 1º de janeiro de 1995, Itamar seguiu na vida pública. Ele se tornou embaixador do Brasil em Portugal entre 1995 e 1996 e, depois, representou o país na OEA (Organização dos Estados Americanos) de 1996 a 1998. Neste último ano, depois de não ter conseguido a indicação do PMDB para disputar a Presidência, Itamar venceu as eleições para o governo de Minas Gerais. 

Com o fim do mandato, apoiou a vitoriosa campanha de Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência da República e, depois, foi nomeado embaixador do Brasil na Itália, posto que ocupou até 2005. Ele tentou concorrer nas eleições presidenciais de 2002 e 2006, mas perdeu a indicação do partido novamente. 

Em 2009, Itamar anuncia sua filiação ao PPS e se reaproximou do então governador Aécio Neves (PSDB-MG). No ano seguinte, disputou o pleito ao Senado, elegendo-se com mais de 5,1 milhões de votos. O senador — que completou 81 anos na última terça-feira — exercia atualmente a vice-presidência do PPS. Seu primeiro suplente no Senado é o empresário Zezé Perrela (PDT), presidente do Cruzeiro.





Fonte: vermelho.org

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