Salário digno para os profissionais de Enfermagem

Projeto de Lei 2573/2011, que fixa pisos salariais para Enfermeiros, Técnico de Enfermagem, Auxiliar de Enfermagem e Parteiras. Altera Lei 7.498/86, que regulamenta o exercício da Enfermagem. Projeto de Lei 4924/2009, que fixa pisos salariais para Enfermeiros, Técnico de Enfermagem, Auxiliar de Enfermagem e Parteiras. Altera Lei 7.498/86, que regulamenta o exercício da Enfermagem.

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Apontamentos e desapontamentos sobre a Enfermagem atual.


Mais uma vez aproveito um breve momento de descanso, pois a Enfermagem tem uma das cargas horárias mais cruéis e desumanas de todos os profissionais de saúde, o que contrasta com o fato de ser a categoria que percebe os menores salários . Estes dois fatos concomitantes determinam o que já foi largamente denunciado por mim e por diversas outras pessoas, entidades e até por parlamentares de nossa categoria. Isto mesmo, porque já temos parlamentares que se orgulham de dizer que são membros do nosso grupo e que representam nossas aspirações. Mas vamos ao que interessa.
Ao refletir mais uma vez sobre as questões de nossa categoria cheguei a uma conclusão mas não tão clara assim. Como muitos de nossos colegas, hoje estou orgulhoso e agradecendo por ser Enfermeiro e poder participar desta grande categoria.
Sim. Estou agradecendo, apesar de todas as mazelas que ainda enfrentamos, por ser enfermeiro e por ser comunista. Porque ser enfermeiro comunista é ser um sujeito que ainda se indigna com as questões que as diferenças sociais determinam na área de saúde no Brasil de hoje.
Ser Enfermeiro hoje é participar de um grande conjunto, que é heterogêneo mas que é hegemônico na área de saúde. Uma categoria profissional que não se faz corporativa, apesar de lutar unida em muitos momentos e de discordar em tantos outros. Porque discordar e divergir não é se tornar inimigo.
Aliás, divergir sem se agredir é um exercício democrático que os profissionais de enfermagem fazem muito bem, porque, mais do que discordar quando encontramos diferenças e divergências nós concordamos quando encontramos semelhanças e convergências, o que contribui para que nos entendamos e nos respeitemos como grupo.
O grupo que compõe a Enfermagem hoje é tão complexo e tão heterogêneo que inclui desde camaradas com a mais elementar das formações educacionais da área de saúde, até os camaradas com o mais alto grau de formação e de maior complexidade técnico-científico da área. Coexistem neste grupo, harmoniosamente, todos os graus destes dois extremos, o que nos tem permitido o crescimento da categoria enquanto grupo muito complexo.
Viva as nossas divergências, sem elas poderíamos nos tornar unânimes e, como sabemos, toda unanimidade é burra. Ainda bem que podemos divergir, isto é um indicativo de que estamos pensando e que estamos refletindo também sobre nossas diferenças e sobre as causas de nossas divergências. O que nos faz crescer cada dia mais.
Ser enfermeiro hoje é ter o privilégio de ser artífice de um processo em um momento histórico, único para a nossa profissão. É o momento em que os auxiliares, técnicos de enfermagem e os enfermeiros graduados ou pós graduados em nível lato-senso ou senso-estricto quebraram os grilhões de sua histórica escravidão, o que só foi possível por conta da indignação coletiva e da reação contra a covardia que historicamente vem sofrendo.
Ao decidir se politizar a categoria percebeu, ainda durante o processo de politização, que se politizar é importante por ser uma das mais eficiente, eficaz e efetiva forma de acumular forças para o embate da produção versus capital. Porque a Enfermagem é uma profissão eminentemente artífice, uma profissão-arte, pois usa menos equipamentos e mais procedimentos. Porém não pense que a enfermagem é uma profissão artesanal ou manual, pois, apesar de ser arte é também ciência e, por esta razão utiliza, absorve e produz tecnologias.
Enfermagem é arte de ser-humano, arte de ser humana e arte do ser humano.
Que felicidade e orgulho de poder ser enfermeiro neste momento histórico, de poder conviver com cada uma e cada um dos meus pares, com cada uma das minhas interlocutoras, com cada uma e cada um dos meus críticos e, por que não dizer, até com cada uma e cada um dos meus opositores, porque também eles contribuem para a apuração dos meus hábitos e do meu modo de pensar.
Viva à enfermagem,
viva a enfermagem comunista e
viva a enfermagem comunista do Brasil.



Fonte: portal da organização

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