Salário digno para os profissionais de Enfermagem

Projeto de Lei 2573/2011, que fixa pisos salariais para Enfermeiros, Técnico de Enfermagem, Auxiliar de Enfermagem e Parteiras. Altera Lei 7.498/86, que regulamenta o exercício da Enfermagem. Projeto de Lei 4924/2009, que fixa pisos salariais para Enfermeiros, Técnico de Enfermagem, Auxiliar de Enfermagem e Parteiras. Altera Lei 7.498/86, que regulamenta o exercício da Enfermagem.

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Uma análise necessária


          Embora as eleições de 2012 tenham caráter  municipal, apresentará um relevância maior do que a discussão das questões de cada uma das cidades, pois a dimensão política dos resultados será determinante para o futuro político do pais, temperado pelo nível de crescimento ou redução das bancadas de cada um dos partidos políticos. Portanto, este pleito decidirá, não só o destino das cidades, pois seus resultados terão muita influência sobre as eleições gerais que ocorrerão em 2014.

          Então, a análise deste pleito deve ser feita tendo-se o cuidado de se observar o alcance e o real significado desta batalha. O que queremos pontuar aqui é que o pleito eleitoral de 7 de outubro movimentará as principais forças dos diferentes campos ideológicos e dos mais diversos polos políticos existentes no nosso país. Neste cenário, é natural que se espere que a base política e partidária de apoio ao governo da presidenta Dilma Rousseff busque manter e ampliar suas posições. Enquanto que à oposição caberá o trabalho de tentar evitar mais uma derrota política que represente uma redução ainda maior de suas bancadas e, por decorrência, de sua influência sobre os rumos da nação.

          Enquanto partidos que representam os interesses da população mais humilde e que compõem a base, estarão batalhando pelo seu crescimento. A oposição neoliberal, mesmo fragilizada, tentará a todo custo reverter, em algum grau, a etapa de sucessivas derrotas que têm experimentado nos últimos 14 anos.

          Desta forma, cabe-nos garantir a continuidade das profundas transformações que se iniciou no primeiro governo Lula e que segue com a atual presidente Dilma Rousseff e que tanto está incomodando às forças reacionárias que historicamente expropriaram os trabalhadores e alijaram do processo a maior parcela da população - a classe operária - que construiu e que mantem esta nação.

         O que está em jogo não é apenas a escolha dos representantes das câmaras municipais. O que está em jogo é, em última análise, a afirmação de que estamos trilhando um caminho que favorece a grande massa que historicamente sempre foi apenas coadjuvante e que passou a ter representação de fato no momento em que um TRABALHADOR assumiu o cargo máximo de nossa nação e que continua sendo um incômodo aos grupos reacionários por ter permitido uma MULHER, EX-PRESA POLÍTICA TORTURADA a estar nesta posição de liderança.

          Portanto, mais do que escolher o seu Prefeito ou o seu Vereador, na hora de votar em 7 de outubro, o Brasil, especialmente a categoria trabalhadora deverá considerar o que representa a reafirmação do caminho que estamos trilhando ou o retorno ao Brasil que sempre falaram em "Crescer o bolo para dividir depois" e que jamais dividiram nada, a não ser o custo das ações que só visavam beneficiar os donos do capital em detrimento dos que produziam as riquezas de nossa nação.

          Considerando que apesar destas eleições serem “municipais”, na hora do voto os eleitores irão considerar os efeitos da grande e prolongada crise mundial do capitalismo, que já tem refletido sobre coisas simples como o preço dos alimentos ou dos combustíveis e que até hoje ainda não se encontrou nenhuma perspectiva de saída, nem aqui, nem em lugar algum do mundo. Apesar do fato de ser essa crise resultado da ganancia desenfreada, especialmente dos dirigentes das grandes potências capitalistas, seus impactos alcançam todos os países de todos os continentes, incluindo-se aqueles em desenvolvimento, inclusive o Brasil, embora aqui, as políticas de transferência de renda dos últimos governos tenham amenizado os efeitos da crise mundial. Suas consequências negativas – como a redução do ritmo do crescimento, a queda da oferta de emprego, o arrocho no orçamento, entre outras – se manifestam, principalmente, no “território” das cidades. Mas é necessário que tenhamos o cuidado de não transferir a culpa desta crise para os atuais governantes e escolher em quem votar tendo cuidado de optar pelo candidato que represente os interesses da população e não aqueles que tentam induzir a população a uma leitura equivocada da conjuntura atual.

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