Salário digno para os profissionais de Enfermagem

Projeto de Lei 2573/2011, que fixa pisos salariais para Enfermeiros, Técnico de Enfermagem, Auxiliar de Enfermagem e Parteiras. Altera Lei 7.498/86, que regulamenta o exercício da Enfermagem. Projeto de Lei 4924/2009, que fixa pisos salariais para Enfermeiros, Técnico de Enfermagem, Auxiliar de Enfermagem e Parteiras. Altera Lei 7.498/86, que regulamenta o exercício da Enfermagem.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Pontuações sobre a Enfermagem


Após 3 dias de intensas atividades relacionadas às últimas notícias veiculadas pela mídia, venho opinar sobre a situação. 
Tenho recebido mensagens diversas, muitas apoiando as reportagens, outras criticando. Até aí, tudo bem, este é o papel de programas deste tipo. Usam as notícias, sem aprofundar nos assuntos, apenas para criar uma situação problema ou para expor as questões já EXISTENTES PORÉM NÃO RESOLVIDOS.
A questão, cumprindo seu papel, criou uma série de reações, algumas desproporcionalmente agressiva contra algumas das instituições que representas a Enfermagem. Aqui não faço juízo de valor. Apenas esclareço que aos CORENs/COFEN compete a regulamentação do exercício profissional e às questões relacionadas com isto, enquanto cabe aos Sindicatos a defesa da categoria de modo geral e de seus associados de modo mais pessoal. Temos ainda algumas outras entidades com importância para a Enfermagem como é a Federação nacional de Enfermagem (FNE), a ABEN, a ALADEF e a ABENFO, cada uma com finalidade e área de atuação bem clara.
O que acho que seria interessante se pensar é: Até que ponto e em que medida cada uma destas instituições têm contribuído para a melhoria da qualidade das condições de vida e de trabalho de cada operário da saúde que trabalham na Enfermagem. Sem se descuidar da responsabilidade individual de responder às solicitações e aos chamados de cada uma ou de muitas destas instituições. 
Vejo muitas pessoas de plantão, esperando a oportunidade para falar mal de qualquer instituição que defenda ou que represente a enfermagem (interessante, muitos da própria Enfermagem). Nada de errado, afinal a democracia permite as divergências e muitas vezes ela é necessária para o crescimento. O problema é que muitas vezes as mesmas pessoas que criticam são as que jamais se mobilizam, nunca participam de nada e jamais contribuem para qualquer melhoria da profissão. Muitas estão em dívida com o COREN, não são sindicalizadas e nem participam de nenhuma entidade de classe da Enfermagem. Mas estão sempre prontas para reclamar e para falar mal das instituições de nossa classe. 
É bastante possível que jamais tenham votado ou participado de qualquer processo de empoderamento da categoria, mas estão ávidos por falar que "seus representantes" não fazem nada pela Enfermagem. Muitas vezes discursam que política nada tem haver com as questões da classe ou que nunca a Enfermagem conquistou nada pela político. 
Só para constar, a bancada da enfermagem é uma das menores em qualquer nível do legislativo que se avalies. Nunca tivemos um Senador, temos menos de 5 (cinco) Deputados Federais e menos de 10 (dez) Deputados Estaduais eleitos. No executivo a coisa não é muito diferente. Alguém conhece algum governador ou prefeito da Enfermagem? 
Ainda temos muito o que conquistar e só matérias como estas determinam a indignação e a mobilização necessárias às ações que precisamos, mas antes de mais nada, é necessário deixar o discurso contrário, especialmente daqueles que se acham a parte das questões de nossa profissão e partir para ações propositivas que levem a nossa profissão e a nossa categoria ao lugar de destaque que merece. 
Somos a segunda maior categoria em número de profissionais no Brasil e a única que está 24 horas ao lado dos pacientes. Por estas razões somos também a que mais aparece nas crises. Precisamos passar a ser a que mais aparece nas situações positivas.
Abraços a todos.
Enfermeiro Washington.

Um comentário:

  1. Alguns dos nossos colegas andam dando pau a torto e a direito nas instituições representativas da Enfermagem. Eles identificam nas instituições a culpa e o dolo das questões negativas da profissão. Assim se sentem isentos de responsabilidade, utilizando-me de uma expressão do saudoso Nelson Rodrigues, estes elementos da Enfermagem Brasileira carregava o: "complexo de vira-latas".
    É bem a cara que a mídia marrom e todos os que são contra o proletariado quer. Assim, com a alto-estima baixa podem fazer o que querem sem muita revolta.
    Nossa profissão está em uma fase transição, reflexo do momento do próprio país.
    Nelson Rodrigues explicaria bem o significado de uma possível mudança na atitude destes grupos do contra na Enfermagem: “Já ninguém mais tem vergonha da sua condição de profissional da Enfermagem. E as moças na rua, as datilógrafas, as comerciárias, as colegiais, andam pelas calçadas com um charme de Joana d’Arc. A Enfermagem já não se julga mais um vira-latas. Sim, amigos: os profissionais brasileiros da Enfermagem tem de si mesmo uma nova imagem. Eles já se vêem na generosa totalidade de suas imensas virtudes pessoais e humanas”. Pena que o saudoso cronista tenha escrito isto a respeito do povo brasileiro após a Copa do Mundo de 1958.
    Enfermeiro Washington

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